Este fórum, sempre activo, vai fazer agora o seu 2º aniversário, e para festejar está a fazer um concurso em que oferece 5 caixas de agulhas de acupunctura no valor de 17,50€.
Quer seja terapeuta, quer seja paciente, pode aproveitar e candidatar-se a ganhar estas 5 caixas de agulhas.
Para candidatar-se, basta ir a este tópico do MTCforum.net
É muito fácil, e ainda fica a conhecer um excelente local para aprender e conversar sobre Medicina Tradicional Chinesa e as suas disciplinas (acupunctura, tuiná, Qi Cong, etc…).
É com ar surpreendente e perplexo, que muitos Ocidentais ficam a saber que a Acupunctura, mais não é, que um ramo da Medicina Tradicional Chinesa.
Com efeito, a MTC é constituída pela Fitoterapia e Acupunctura Chinesas, mas também pela Dietética, o Qi Kung, Tai Chi Chuan, a Massagem, a Pressoterapia, a Moxibustão, etc., que são utilizadas como complemento da Fitoterapia e Acupunctura, não constituindo por si mesmos uma forma de Medicina.
Segundo alguns estudos, a Fitoterapia é o ramo da MTC mais utilizado na China actual. Refere-se mesmo que 70% das doenças são tratadas pela Fitoterapia. No Ocidente a Acupunctura tem supremacia evidente, não por ser mais eficaz, mas por ser mais fácil de aprender.
Acupunctura e Fitoterapia chinesas
Acupunctura, significa em latim Acus=Agulha, Punctus=Ponto.
Os Jesuítas são os primeiros a trazer para a Europa a “Medicina das Agulhas”. Traduzem os primeiros livros do conhecimento médico chinês, dando primazia e nome à Acupunctura.
A Fitoterapia foi sempre mais difícil de entender e estudar, mas também menos exótica, pois o Ocidente sempre se tratou através das plantas. Na altura, aprender a utilizar as plantas implicava conhecer profundamente a língua, o pensamento e o conhecimento médico Chinês.
Aprender Acupunctura, implicava apenas a repetição de um gesto “mágico” de inserção de uma agulha num certo ponto do corpo, sem ter que se perceber, minimamente, os mecanismos pelos quais se rege o efeito terapêutico, muito menos ainda a teoria lógica da medicina energética Chinesa.
Esta enorme diferença reflecte-se ainda hoje, no Ocidente, no grau de desenvolvimento dos Cursos de MTC, sobretudo na diferença do conhecimento ministrado numa formação de 5 meses e outra de 5 anos.
A medicina Tradicional Chinesa, “velha” de mais de 4 mil anos, é muito provavelmente, não apenas a mais antiga das medicinas, mas também a que mais tem sido praticada ao longo da História da Humanidade.
A obra Huang Di Nei Jing (O Clássico de Medicina Interna do Imperador Amarelo), compilado entre 475 a.C. e 25 d.C., mas escrito e publicado anteriormente, entre 777-221 a.C., relata em forma de conversa entre o Imperador e o seu médico, os primeiros conhecimentos escritos sobre Medicina Chinesa.
Sábia e experimentada, a MTC tem dado, ao longo dos séculos, provas de uma eficácia que ultrapassa com frequência o próprio entendimento da Ciência, sendo por isso mesmo objecto de interesse e estudo, por grande número de cientistas e médicos de todo o mundo moderno.
No séc. XVI, altura em que os Portugueses fizeram as primeiras incursões até aos mares da China, deram-se os primeiros contactos entre o mundo ocidental e a Medicina Chinesa.
Existem anotações sobre o “hábito bizarro” dos chineses nunca beberem água fria, mas sempre infusões de plantas. Não era por acaso que o faziam, a água ingerida dessa forma, pelo simples facto de ser fervida, prevenia e impedia os Chineses de contrair cólera ou febre tifóide, ao contrário dos Portugueses que atingidos por essas doenças, morriam.
Esta atitude “bizarra” seria hoje classificada como uma medida de prevenção pela Medicina Científica, que só tardiamente acordou para o princípio “melhor que curar é prevenir”.
No início dos anos 70, após uma viagem de Nixon à China, a comitiva que o acompanhou teve oportunidade de contactar de perto com a MTC e verificar, para espanto de muitos, as potencialidades desta Medicina no combate à doença, quer através da Acupunctura quer da Fitoterapia.
Um episódio marcante, terá sido a observação de várias cirurgias cuja única anestesia utilizada, se resumia a algumas agulhas minuciosamente colocadas em determinados pontos do corpo e estimuladas por pequenos aparelhos geradores de uma fraca corrente eléctrica.
Desde então, a MTC não mais cessou de se popularizar no Ocidente, sendo hoje aceite e utilizada por muitos milhões de pessoas do mundo ocidental.