É com ar surpreendente e perplexo, que muitos Ocidentais ficam a saber que a Acupunctura, mais não é, que um ramo da Medicina Tradicional Chinesa.

Com efeito, a MTC é constituída pela Fitoterapia e Acupunctura Chinesas, mas também pela Dietética, o Qi Kung, Tai Chi Chuan, a Massagem, a Pressoterapia, a Moxibustão, etc., que são utilizadas como complemento da Fitoterapia e Acupunctura, não constituindo por si mesmos uma forma de Medicina.

Segundo alguns estudos, a Fitoterapia é o ramo da MTC mais utilizado na China actual. Refere-se mesmo que 70% das doenças são tratadas pela Fitoterapia. No Ocidente a Acupunctura tem supremacia evidente, não por ser mais eficaz, mas por ser mais fácil de aprender.

Acupunctura e Fitoterapia chinesas

acupunctura.gifAcupunctura, significa em latim Acus=Agulha, Punctus=Ponto.

Os Jesuítas são os primeiros a trazer para a Europa a “Medicina das Agulhas”. Traduzem os primeiros livros do conhecimento médico chinês, dando primazia e nome à Acupunctura.

A Fitoterapia foi sempre mais difícil de entender e estudar, mas também menos exótica, pois o Ocidente sempre se tratou através das plantas. Na altura, aprender a utilizar as plantas implicava conhecer profundamente a língua, o pensamento e o conhecimento médico Chinês.

Aprender Acupunctura, implicava apenas a repetição de um gesto “mágico” de inserção de uma agulha num certo ponto do corpo, sem ter que se perceber, minimamente, os mecanismos pelos quais se rege o efeito terapêutico, muito menos ainda a teoria lógica da medicina energética Chinesa.

Esta enorme diferença reflecte-se ainda hoje, no Ocidente, no grau de desenvolvimento dos Cursos de MTC, sobretudo na diferença do conhecimento ministrado numa formação de 5 meses e outra de 5 anos.

Fonte: APA-DA

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