De acordo com algumas pesquisas realizadas nos últimos tempos, alimentos como amendoim, abacate, ovos, café e cogumelos podem não ter o efeito prejudicial que se julgava ter na dieta. Os investigadores descobriram algumas qualidades, que agora promovem esses alimentos a alimentos a incluir na dieta.
Manteiga de Amendoim
A manteiga de amendoim não é muito usada entre nós, mas até é fácil de encontrar em qualquer hipermercado ou supermercado.
Pensamos nós, mas manteiga de amendoim é rica em gordura e rica em calorias, não é?
Sim, mas os estudos mostram que comer amendoins pode reduzir o risco de doenças coronárias e diminuir o colesterol.
Além disso, estes benefícios não se correlacionam com o ganho de peso esperado de uma dieta rica em alimentos gordurosos.
Abacate
O abacate, tal como o amendoim, tem gordura a mais para ser saudável, certo? Errado.
A gordura do abacate é o melhor tipo de gordura que pode ingerir (monoinsaturada).
É bom sabermos isto, mas há mais… o abacate contém muitos antioxidantes que ajudam a prevenir o cancro. Além disso, actuam em sinergia com outros compostos anticancerígenos que se encontram em alimentos como a alface, cenoura e tomate.
Ovos
Toda gente sabe que não deve consumir ovos numa dieta, porque até têm colesterol, não é? Não.
Afinal, parece que os ovos contêm compostos que ajudam a melhorar memória e diminuir as probabilidades de haver degeneração macular, a principal causa de cegueira.
Além disso tem uma quantidade de calorias relativamente baixa e são ricos em nutrientes, como por exemplo proteínas que ajudam a aumentar a massa muscular e são fáceis de incorporar em qualquer dieta.
Café
Café só serve para dar aquela dose de cafeína, certo? Errado.
Embora algumas pessoas não devam consumir cafeína, há muitos benefícios escondidos para o consumidor de café.
Isto porque têm na sua composição moléculas que têm vindo a demonstrar efeitos benéficos na saúde humana.
De facto, novas pesquisas parecem sugerir que o café pode melhorar a memória, aumentar a eficiência e reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo II.
Cogumelos
Os cogumelos não têm interesse na nossa alimentação, pois são pobres a nível nutritivo, não é? Não.
Os cogumelhos têm um baixo valor calórico, mas muitas pesquisas sugerem que eles melhoram a função imunológica e até diminuem o tamanho de alguns tumores.
Pesquisas mais recentes sugerem que os fungos (os cogumelos) são a única fonte de um recém-descoberto antioxidante chamado L-ergotionina.
“A agricultura biológica é um sistema de produção holístico, que promove e melhora a saúde do ecossistema agrícola, ao fomentar a biodiversidade, os ciclos e a actividade do solo.
Privilegia o uso de boas práticas de gestão da exploração agrícola, em lugar recurso a factores de produção externos, tendo em conta que os sistemas de produção devem ser adaptados as condições regionais. Isto é conseguido, sempre que possível, através do uso de métodos culturais, biológicos e mecânicos em detrimento da utilização de materiais sintéticos” Codex Alimentarius Comission, FAO/WHO, 1999
A agricultura biológica, também chamada de agricultura orgânica ou agricultura ecológica é um modo de produção agrícola que respeita o meio ambiente e a biodiversidade, obedecendo a regras definidas legalmente.
A agricultura biológica baseia-se no funcionamento do ecossistema agrário, fomentando o seu equilíbrio e biodiversidade, recorrendo para tal, a práticas como rotações de culturas, adubos ecológicos, consociações, combate biológico de pragas e doenças. Defende uma interacção dinâmica entre o solo, as plantas, os animais e o Homem, considerados como uma cadeia indissociável, em que cada elo afecta os restantes.
Este modo de produção agrícola pretende manter e melhorar a fertilidade dos solos a longo prazo, preservando os recursos naturais (solo, água e ar) e minimizar as formas de poluição que possam resultar de práticas agrícolas. Os resíduos de origem vegetal ou animal são reciclados de forma a devolver nutrientes à terra, diminuindo a necessidade de recorrer a recursos não renováveis. A agricultura biológica visa depender de recursos renováveis em sistemas agrícolas organizados a nível local, excluindo quase na totalidade produtos químicos de síntese como adubos, pesticidas, reguladores de crescimento e aditivos alimentares para animais.
Como surgiu?
Após a intensa produção agrícola no pós-guerra do século passado, os europeus encontram-se, por volta da década de 80, numa situação problemática: má qualidade de alguns alimentos devido à produção em massa, consequências graves a nível ecológico devido à agricultura intensiva, empobrecimento da biodiversidade, etc.
Em simultâneo, surgem alimentos obtidos de uma forma mais “natural” e assiste-se a uma preocupação com o ambiente e a saúde do consumidor, ideias que recebem uma aceitação significativa. Devido à ausência de regras e as diferentes leis dos Estados Membros, surgem situações de concorrência desleal, de confusão dos consumidores e até casos de fraude.
É neste contexto que surge uma legislação harmonizada no início da década de 90 do século XX (Regulamento CEE 2092/91) relativa a esta técnica de produção e a todos os aspectos que lhe estão inerentes. Nos anos seguintes seguiram-se novos regulamentos e a legislação sobre este tema é regularmente actualizada.
Quem controla?
Os produtos obtidos através deste método só podem ostentar menções e símbolos que indiquem ao consumidor que se trata de um produto de agricultura biológica, após a verificação do cumprimento das regras. Existem entidades certificadoras que efectuam um sistema de controlo ao longo de todo o processo produtivo e certificam que os produtos foram produzidos em conformidade com os regulamentos existentes.
Quais são os produtos de agricultura biológica?
Podem designar-se por produtos de agricultura biológica aqueles destinados à alimentação humana compostos essencialmente por um ou mais ingredientes de origem vegetal, obtidos de acordo com regras de produção muito precisas
Outros produtos vegetais como as flores, as fibras (algodão, cânhamo, linho) as ervas para fins terapêuticos e até a cortiça, também podem ser apelidados de agricultura biológica desde que respeitem as regras instituídas. Também passaram a ser abrangidos por esta designação, a produção de animais e de produtos de origem animal, bem como de produtos transformados de origem animal, destinados à alimentação humana.
Quais as vantagens de consumir produtos de Agricultura Biológica?
Entre outros aspectos, a agricultura biológica oferece ao consumidor a hipótese de optar por alimentos com sabor e aspecto autêntico, mais saudáveis (sem resíduos de pesticidas de síntese) e geralmente com excelentes características nutritivas.
O facto dos alimentos biológicos serem mais saudáveis é muito importante. Senão, pensemos
na relação que existe entre os pesticidas e os efeitos na saúde que já são bastante conhecidos: cancros, doenças degenerativas do sistema nervoso, infertilidade, entre outros.
Onde adquirir?
Já há produtos de Agricultura Biológica em tudo o que é supermercado e hipermercado, bastando para tal procurar pelos selos que certificam a sua produção.
No entanto deixava outra sugestão, porque não apoiar os produtores locais e a economia local?
Em Portugal, e segundo a http://www.agrobio.pt/ há 5 mercados biológicos regularmente. E há muitas feiras de Agricultura Biológica espalhadas por todo o país.
5 mercados biológicos em Portugal: Aveiro: Todos os sábados das 9h00 às 14h00 no Rossio de Aveiro Oeiras: No jardim de Oeiras, frente ao eléctrico, todos os sábados das 9h00 às 14h00. Matosinhos: No Jardim Basílio Teles, junto à Câmara Municipal de Matosinhos. Todos os Sábados das 9h00 às 14h00. Lisboa: JARDIM DO PRÍNCIPE REAL SÁBADOS, 8.00 – 14.00 H e também na Junta de Freguesia de S. João de Deus Rua João Villaret, 9-13 (junto à Avenida de ROMA) SÁBADOS, 9.00 – 14.00 H Cascais: No Parque Marechal Carmona. Todos os Sábados das 10h00 às 16h00.
A 8 de Novembro comemorou-se o Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis, criado com o objectivo de realçar a importância de uma alimentação saudável nas crianças, para que seja possível combater a obesidade infantil, cujo crescimento se tem verificado.
Para assinalar este dia, a Associação Portuguesa de Nutricionistas lançou um “Livro de Receitas para os mais Novos”, preparado de forma simples e explícita para que as crianças também os possam confeccionar com a ajuda dos adultos.
Realço também que até nós adultos podemos aproveitar para aprender alguma coisa com este livro, já que as suas receitas são bastante simples e práticas de fazer, mas ainda assim muito nutritivas e saborosas. Usem este tempo para criar um momento divertido e educativo com os mais novos.
Ainda não tinha falado de alguns cuidados de higiene e segurança alimentar que temos de ter diariamente. Alguns parecem óbvios e demasiado simplistas, mas quantos é que nos esquecemos no momento em que estamos na cozinha a confeccionar?
Higiene pessoal e dos utensílios de cozinha
A maioria das doenças de origem alimentar deve-se a comportamentos de higiene deficientes. As boas práticas devem fundamentar-se num bom armazenamento (despensa/refrigeração/congelação) e em procedimentos adequados de higiene e segurança por todos aqueles que manipulam os produtos alimentares.
As mãos, os utensílios, as tábuas de corte e as superfícies da cozinha devem ser lavados frequentemente, seguindo os procedimentos abaixo mencionados:
Mãos. Lave com água quente e sabão, durante 20 segundos, principalmente:
antes e depois de manusear alimentos;
após utilização de instalações sanitárias,
após tocar em animais, dinheiro, produtos tóxicos e manusear lixos;
antes e depois de comer ou fumar.
Tábuas de corte, utensílios e superfícies da cozinha. Lave com água quente e sabão:
antes e depois de preparar cada tipo de alimento.
Toalhas/toalhetes. Prefira os de papel. Caso utilize toalhas de pano lave-as frequentemente. Higiene na manipulação dos alimentos
Durante todas as fases de manipulação de alimentos (preparação, confecção e empratamento) deve-se garantir a sua salubridade. Aconselhamo-lo a seguir as seguintes recomendações:
Os alimentos crus devem estar sempre separados dos alimentos já cozinhados ou prontos a consumir, de modo e evitar a passagem de microorganismos de um alimento para outro (que se denomina contaminação cruzada),
Os alimentos submetidos a confecção ou reaquecimento devem atingir uma temperatura, no seu interior, de 70ºC ou superior.
Os alimentos já preparados ou cozinhados, que não vão ser consumidos de imediato, devem ser conservados a uma temperatura inferior a 5ºC ou superior a 65ºC.
Os alimentos devem ser protegidos do ar, insectos, roedores e outros animais, para não serem contaminados.
Seguindo estas pequenas regras, conseguimos evitar algumas doenças de origem alimentar. E não custa nada!
Temos lido que o chá verde tem várias propriedades benéficas para a saúde, mas quantas estarão provadas em estudos científicos? Quantas não passarão de sabedoria popular, não se verificando depois em estudos rigorosos?
A pensar nisto, fiz um breve resumo de efeitos benéficos para a saúde obtidos do chá verde que foram demonstrados em diversos estudos. Este artigo não é exaustivo, e podem faltar alguns efeitos benéficos.
Benefícios para a saúde demonstrados por estudos científicos:
Um número limitado de ensaios clínicos sugeriu que o consumo regular de chá pode reduzir a incidência e gravidade da cárie. Pode melhorar a saúde oral em geral ao prevenir que os dentes se degradem. (Hamilton-Miller, J. M. T. et al, 2001)
Pode ajudar a combater o cancro do pâncreas, próstata, cólon, esófago e boca. ( Chung, F. L. et al,2003)
O chá reduz o número de coágulos sanguíneos e diminui a tensão arterial bem como o risco de doenças cardíacas (Vanessa, C. et al, 2004).
O consumo de chá encontra-se associado à diminuição de colesterol do soro, prevenção da oxidação da lipoproteína de baixa densidade (LDL) e à diminuição do risco de doença cardiovascular. (MacKay, D. L. et al)
Em alguns estudos, o chá foi associado a uma acção anti-alergénica (Yamamoto, M. M. et al, 2007).
Os polifenóis são o grupo mais activo dos componentes do chá e têm efeitos anti-oxidantes, anti-mutagénicos e anticarcinogénicos (Higdon, J. V. et al, 2003).
No entanto há outros compostos no chá verde com interesse para a saúde humana tais como flúor, cafeína, minerais e elementos vestigiais (crómio, potássio e manganês). O manganês é essencial para o crescimento ósseo e desenvolvimento corporal, enquanto que o potássio ajuda a manter o batimento cardíaco e a manter os níveis de fluidos corporais. O consumo regular de chá pode contribuir para os requisitos da dieta diária de alguns destes elementos.
Outros estudos mostraram que o chá verde possui diversas propriedades farmacológicas, que incluem:
efeito antioxidante (Serafini, M. et al, 1996)
anti-inflamatório (Mutoh, M. et al, 2000)
anti-mutagénico (Steele, V. E. et al, 2000)
anti-diabético ( Zeyuan, D. et al, 1998)
anti-microbiano e anti-bacteriano (Y, Y. H.-K. et al, 2005)
anti-helmíntico (Molan, A. L. et al, 2003)
anti-envelhecimento (Esposito, E. et al, 2002).
Outros estudos demonstraram que a co-administração de fármacos com catequinas (EC e EGCG) inibe a glucoronidação e sulfonização de fármacos administrados oralmente aumentando assim a biodisponibilidade de tais fármacos (Hang, L. et al, 2003).
Apesar de terem sido propostos alguns mecanismos para os efeitos benéficos do chá verde, a captura de radicais e as propriedades antioxidantes dos polifenóis do chá são frequentemente citadas como contribuições importantes.