Dieta equilibrada, boa nutrição e exercício físico podem reduzir o risco de cancro

by Miguel Gomes on 28 28Etc/GMT-1 Fevereiro 28Etc/GMT-1 2009

Dieta equilibrada, boa nutição e ecercício físico podem reduzir o risco de cancro - tabela de valoresO Público apresentou um estudo científico divulgado pelo Fundo Mundial para a Investigação do Cancro (WCRF) que confirma e analisa detalhadamente o peso de um estilo de vida saudável na redução do risco de cancro.

Isto é algo que venho defendendo há muito tempo no Neturalmente. As nossas escolhas e os nossos hábitos de vida, influenciam a nossa saúde, e este estudo confirma que a dieta equilibrada, a boa nutrição e exercício físico podem reduzir o risco de cancro.

O estudo diz que um terço dos doze cancros mais comuns nos países ricos e um quarto dos casos nos países pobres ou em vias de desenvolvimento podia ser evitado com uma dieta equilibrada, boa nutrição e exercício físico.

No caso do cancro da mama e do intestino, por exemplo, o risco cai 40 por cento.  Os valores podem ir desde os 75 por cento a seis por cento. Esta é a margem de impacto que as nossas escolhas e o ambiente em que vivemos podem ter no risco de cancro.

Exemplos práticos:

  • Aumentar a quantidade de vegetais e fruta ingeridos pode traduzir-se numa queda de 67 por cento dos casos anuais de cancro da boca, faringe e laringe.
  • No cancro do esófago estas opções associadas a um consumo reduzido de alcool pode significar menos 75 por cento dos casos nos Reino Unido.

As consequências variam de país para país tendo em conta a análise dos respectivos consumos registados em vários indicadores. O relatório, intitulado Políticas e Acção para a Prevenção do Cancro, inclui uma referência específica a Portugal: o excesso de sal, que tem sido associado ao cancro de estômago.

O documento contradiz a percepção fatídica que pode ser dada ao cancro [as estimativas referem que apenas cerca de 20 por cento dos casos são hereditários] e mostra que há uma parte substancial das neoplasias que pode ser eliminada. Depende “apenas” de nós ou, segundo o relatório, das medidas que podem ser adoptadas por nove grupos de actores da sociedade.

Desde o pai ou a mãe que escolhe o que comprar no supermercado para levar para casa até ao governo que poderá impor uma politicas severa de rotulagem dos produtos, entre muitas outras medidas, passando pela oferta de alimentos que existe numa escola ou no local de trabalho.

Os especialistas fizeram questão de apresentar uma lista de medidas a adoptar sem qualquer hierarquia.

Fala-se mais um vez em:

  • evitar o açúcar
  • limitar o consumo de carnes vermelhas
  • beber pouco álcool
  • comer cinco porções de fruta e vegetais por dia
  • fazer 30 minutos de exercício físico por dia.

Já sabíamos que os hábitos de vida, incluindo o tabaco, eram responsáveis por 60 por cento das neoplasias, mas é importante um estudo fundamentado que confirme isso definitivamente”, comenta Vítor Veloso, especialista no Instituto Português de Oncologia e presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Segundo espera, os dados funcionam para sensibilizar a população mas, mais importante, “devem servir para ajudar os responsáveis pela saúde a tomar decisões políticas e definir estratégias de prevenção do cancro”.

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